Marcada por uma inflamação no tecido gorduroso que envolve a parte dianteira do joelho, a síndrome de Hoffa causa muita dor e, consequentemente, prejudica a mobilidade. A leitora Andrea Feltrin, por exemplo, nos procurou para obter mais informações sobre esse problema, que há algum tempo a impede de praticar atividade física. https://www.watchesfreestyle.com/

Ainda não há uma causa definida para o quadro. No entanto, a prevalência mais elevada entre corredores e ciclistas leva a crer que está ligada à repetição de certos movimentos e traumas. “Só que esses casos são pouco comuns”, tranquiliza o ortopedista Rene Abdalla, diretor do Instituto do Joelho do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo.

O principal sintoma é a dor excruciante ao flexionar e estender totalmente o joelho. Para diferenciar a condição de uma tendinite, porém, só passando por um exame de ressonância magnética. Importante: o incômodo e a dificuldade de locomoção só tendem a aumentar sem o tratamento adequado.

“Em média, o resultado das sessões de fisioterapia, dos anti-inflamatórios e das faixas de compressão e alinhamento aparece depois de dois meses, quando os pacientes são considerados completamente curados”, explica Abdalla. Injeções e cirurgia, só em última instância.

“Remover a gordura dessa região causaria ainda mais dor em médio e longo prazo”, arremata o expert. Ou seja, via de regra é melhor ter paciência e investir nos recursos não-invasivos.

Durante o período de recuperação, o exercício não precisa sair da rotina. Basta não forçar demais o joelho e, em conjunto com um profissional, definir alguns pontos. Para quem não abre mão de correr ou andar de bicicleta, vale optar por calçados com amortecedor e respeitar as orientações estipuladas pelos profissionais quanto a intensidade, terreno e distância.
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